Vem hoje um artigo no Diário Económico sobre o tema dos medicamentos e das patentes dos mesmos, em destaque aparece Yusuf Hamied um indiano que fez mudar as leis do seu país em prol da vidas que salva com a sua pirataria às patentes dos medicamentos. O conceito é simples Yusuf Hamied despreza patentes e não as respeita:
GlaxoSmithKline, Roche, Merck, entre outras, rangem os dentes. Acusam-no de pirataria, desonestidade, roubo de propriedade intelectual. Para eles, Yusuf Hamied é um vírus que deve ser combatido. Há 35 anos que a Cipla quebra as patentes e lança no mercado versões infinitamente mais baratas. Os remédios para o HIV/sida ficam a um décimo do preço. Colesterol, asma, antibióticos, todo o tipo de drogas para todo o tipo de doenças completam as pechinchas. A Cipla é a farmácia do terceiro-mundo.
A sua empresa a Cipla, revê-se na obrigação de salvar milhares de pessoas pondo no chão o nojento negócio por detrás da saúde, onde a propriedade intelectual é uma farsa bem mascarada, que serve os bolsos de alguns:
Sentado num terceiro andar acanhado de Bombaim, sem gravata, relógio de ouro no pulso, dois telemóveis excitados, Hamied abre a gaveta, atira duas amostras de remédios para o centro da mesa desarrumada e diz: “Sem o que está nestas embalagens, milhões de pessoas morreriam. Será que apenas os países ricos têm o direito à vida?”
O meu titulo é crasso, porque Stallman não quebra patentes, mas luta contra elas. Num mundo da informação, do conhecimento e das novas metas éticas de igualdade, nada mais simples do que perceber que conhecimento humano pertence ao Mundo (inteiro).