Fotografia de Pedro Cavaco

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Os bandos e os malandros

A ACAPOR, entidade representante de mais de duas centenas de estabelecimentos de Aluguer de Videogramas em Portugal, protestou durante 24 horas em representação das 800 lojas e 2400 postos de trabalho que desapareceram como uma consequência da pirataria.
Tentei em primeira instância, encontrar o estudo ou algum documento que pudesse comprovar o mote desta iniciativa, não encontrei, torna-se portanto esquisito atribuir uma causa efeito na base do só porque sim.

Penso que ninguém da ACAPOR continua a afiar facas nos amoladores (aqueles senhores, que antes passavam numa bicicleta a tocar flauta), no entanto, eu não me lembro de ver os quase extintos amoladores a chorar porque mundo evoluiu e a sua profissão ficou condenada.
A ACAPOR conhecerá com certeza, serviços de Video-on-Demand, a PT a ZON e a Optimus Clix entre outros, disponibilizam-nos, no entanto a ACAPOR não se queixa deles, eles também “roubaram” clientes a essas supostas 800 lojas, mas como no meio existem interesses legítimos e comuns, torna-se portanto mais fácil apontar o canhão para outra costa, é no mínimo falta de seriedade na discussão do tema e é por estes e outros motivos que ninguém vos liga nenhuma.

Eu não defendo a pirataria, muito sinceramente acho justo que as pessoas paguem por aquilo que usam, mas existe uma diferença substancial entre comprar e ser roubado.
O maior problema da caça às bruxas, é que enquanto muitos perdem tempo a tentar manter um modelo altamente lucrativo e ganancioso, outros conseguem lucrar ilicitamente num modelo mais justo e funcional.

Na realidade pasma-me o vosso modelo económico, em qualquer economia regular os preços fluem perante a procura e a oferta, mais procura traduz-se regularmente em preços mais elevados, menos procura que equivale a mais oferta, traduz habitualmente preços mais baixos.
Já o sector audiovisual acha que não deve ser assim e apesar de nos explicarem constantemente que têm menos procura e cada vez mais oferta, os vossos preços mantêm-se praticamente os mesmos, o que não deixa de ser extraordinário.

As pessoas não fazem pirataria porque é porreiro, a pirataria existe porque vossos produtos são extremamente caros, cheios de armadilhas e sem valor acrescentado, mais, a pirataria irá estar sempre uma passo à vossa frente tanto a nível tecnológico com ideológico, porque ao contrário do vosso meio, ela não trata os seus clientes como criminosos, é que mais vale pagar a um pirata e ser livre, do que ser assaltado por uma editora para ser correcto.

Os 3 Sistemas Operativos

O ano de 2010 começou em grande, se no meu último artigo de 2009 elegia Elvira Fortunato como um dos marcos fortes que iria revolucionar esta década, as primeiras semanas de 2010 trataram de mostrar ao mundo o primeiro portátil de ecrã transparente… e assim começa.

Não tenho portáteis de ecrãs transparentes cá por casa, nem um carro com informações digitais no pára-brisas, mas aproveitei o fim da década para adquirir um MacBook Pro de 13 polegadas.
Não sou um Switcher, portanto não me pintem em cenários estranhos, continuo um “Pinguim”, mas que por vários motivos vai trincando a maças à janela.

Começo portanto o ano novo e também a nova década, a trabalhar com três Sistemas Operativos, e ao mesmo tempo a sugerir que instalem o Dropbox, um software que vos dá 2GB de espaço online, gratuitos.
Se quando se registarem usarem a ligação aqui do blogue, fico-vos bastante grato, pois ela oferece-me 250MB extra, por cada novo registo.

A personalidade do ano e da década

Se me perguntassem qual a pessoa que elegia como personalidade do ano e também da década que passou, essa pessoa, seria a que de mil e uma formas criou uma revolução para a próxima, para a que começa amanha.
Embora a Web, os Computadores, os Dispositivos Moveis, e as próprias Redes Sociais tenham dado passos de gigante entre 2000 e 2009, embora o admirável mundo tenha chegado cada vez mais a tudo e todos, nada será comparável com que foi anunciado.

Talvez mais do que a maioria dos portugueses ou mesmo que a Wikipédia (sem artigo), o mundo já vibrou a descobertas levadas a cabo no Cenimat da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Caparica), Elvira Fortunato é nome por detrás de uma autêntica revolução anunciada e é por isso e com muito orgulho, que fica o meu tributo.

Quem nunca ouviu falar, ou quem não percebeu nada do que aqui escrevi, então percam 20 minutos do presente, para perceber o futuro.

Sapo Codebits 2009

Imagem do SAPO Codebits Começa já amanha a terceira edição do esperado SAPO Codebits! Este ano o local escolhido é a Cordoaria Nacional, desta vez do outro lado da Ponte 25 de Abril e num espaço que a julgar pelas imagens já disponibilizadas, parece bem grande.
São 600 Geeks e portanto talento não vai faltar, num modelo muito único em Portugal, o Codebits reúne um conjunto de condições bastante cativantes a todos aqueles que de uma maneira ou de outra vão lá estar para mostrar algo.
Informal, descontraído e bastante social, são as palavras que melhor definem o ambiente vivido durante estes 3 dias onde se abrem as portas à criatividade e inovação.

Amanha lá estarei, espero que vocês também.

A magia de uma aterragem nos Açores

Imagem do A310 da SATA

Espectacular, é a palavra certa para a fotografia tirada pelo Paulo Santos, no Aeroporto das Lajes, Açores.
O A310 da SATA fazia uma aproximação à pista com ventos cruzados e num instante tudo mudou, a distância da asa ao chão e as forças que o trem de aterragem aguentou, são motivos mais que suficientes para nos fazer pensar como é ténue a linha da vida.

Desta fez correu tudo bem, é por isso que devemos apreciar a magnificência desta fotografia, desde momento, deste relato agora imortal.

Bons Voos

O dia em que aterrei um A340-300 da TAP


A minha primeira gravação em comando do A340, no Flight Simulator X.

Uma vez Erasmus, para sempre Erasmus!

Não sei explicar ao certo, mas é realmente algo que marca.
Quando há cerca de um ano me ia preparando para aquela nova maluquice, estava curioso, gostava da ideia de pôr os pés em algo diferente do qual não conhecia nada e dai partir e explorar novos mundos.

Acho que todos nós temos a necessidade de uma zona segura, aquela nossa zona de conforto em que nada pode correr mal… partir num qualquer dia para viver o desconhecido é precisamente o quebrar dessa regra, é precisamente o ponto de partida de um Erasmus.
É deixar tudo para trás sem abandono, porque existe um regresso, mas é no intervalo que a magia acontece, é ai que o mundo é nosso!

Chamaram-me doido, chamaram-me corajoso, e na Bélgica disseram-nos que éramos exemplos raros, talvez seja a mistura de tudo isso e ao mesmo tempo até nem seja nada, limitei-me a percorrer o trilho de uma oportunidade que me foi dada e a aproveitar da melhor forma os bons momentos que ela me proporcionou.
Aprendi, viajei, diverti-me e revitalizei-me a mim próprio e ao mundo, ao meu mundo; Erasmus é uma bandeira que erguemos, é um ponto de passagem, uma fotografia memorável de um momento que já foi e que tende a nunca deixar de ser.

Se algum dia, algum indeciso aqui vier parar a ler estas linhas, espero que quando chegar a esta altura já esteja a preparar a mala…
Não se pensa, vai-se!

Oh Leuven!

Maitê Proença e a lusofobia

Imagem da Maitê Proença

Aqui por Portugal, corre a notícia acerca do vídeo de Maitê Proença no programa brasileiro “Saia Justa”, ainda que o vídeo não seja recente, não deixa de ser uma figura triste, feita por uma triste figura.

Tal como o Nuno Markl já escreveu:

Ao pé dela, o tipo que pôs o número …3 ao contrário, na porta da casa de Sintra, é, provavelmente, um génio

E fica tudo dito.

O tal artigo sobre a Playstation 3

Não vai ser mais um daqueles artigos que explica o que é, como funciona ou quais as vantagens, existem centenas de artigos sobre isso, muitos deles mais detalhados do que qualquer um eu pudesse fazer.

A questão levanta-se quando estamos entre amigos: posso ligar o disco externo e ver “filmes” ou séries na PS3? e se forem em alta definição?

Pode parecer óbvio, mas deixem-me explicar, a realidade é que a Playstation 3 só reconhece discos externos com sistema de ficheiros FAT/32 o que nos leva a um tamanho máximo de ficheiro de 4GB, tendo em conta que em alta definição os nossos ficheiros multimédia podem ir além dos 4GB, ficamos então com um problema por resolver…
A solução que conseguir arranjar, foi o uShare, é basicamente um servidor de média para Linux.
Para quem queria apenas ligar um disco externo, esta não é com certeza a solução perfeita, mas é uma alternativa à falta de ovos para fazer a omelete.

O processo de instalação é fácil, se a distribuição tiver como base o repositório, é muito provável que o uShare esteja lá, caso contrário, são três passos que o site da aplicação explica.
A configuração é também ela, extremamente simples, define-se o interface de rede, o nome, a pasta a partilhar e activa-se o DLNA, esqueçam o interface web, é fraco e supérfluo.

Conclusão, podem ver os vossos filmes em alta definição com o computador a servir tudo pela rede. A fava? a mesma de sempre, o firmware da Sony continua a não reconhecer as legendas .srt e as suas primas, o que nos obriga sempre a fazer conversão primeiro, menos prático, mas barato.