Fotografia de Pedro Cavaco

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Pirataria? Mas os piratas são ricos…

A pirataria antigamente constituía-se por pilhagem, uma pilhagem onde se tentava obter lucro e riqueza. Os piratas aproveitando-se das desvantagens do alvo, atacavam constituindo um verdadeiro assalto e muitas das vezes, repetidamente. No entanto o conceito moderno de pirataria é um pouco diferente, de certa forma invertem-se os papeis… Os piratas actuais, são aqueles que saqueados todos os dias tentam arranjar de uma maneira fácil e directa uma cópia do material original, a diferença? Toda. Se eu me sentar na Rua Augusta em Lisboa e copiar um dos quadros dos senhores e senhoras que por lá andam, não faz de mim um criminoso, no entanto se eu entrar num café onde o José Cid canta a música 20 Anos e eu a gravar, serei um pirata… a diferença? uma editora. A arte e o acesso à cultura são bens de consumo indirectamente necessários mas directamente explorados de uma forma abismal, maior parte do dinheiro da produção artistica fica retido nas editoras e grande parte dos artistas ficam totalmente manipulados pelas suas vontades, intelectualmente isto sim é um crime. Quando eu compro um CD do José Cid e se ele fosse pago a bagos de milho, poucos seriam o que a editora lhe daria, na realidade o saco ficaria quase todo para ela e esse dinheiro ajudaria a promover a caça de todos aqueles que não quiseram dar mais uns bagos ao autor e mais uns sacos a editora. Como se isso não bastasse as editoras assumiram então que as pessoas seriam ainda mais estúpidas e tentaram criar um modelo de negócio mais rentável, chamaram-lhe DRM onde o lema é por defeito "és criminoso", pegando nessa variável e no tanto dinheiro que têm, criou-se um conceito em que todos são suspeitos e em que todos devem ser manipulados naquilo que por direito é seu. A coisa tem tanta lógica como comprar um carro ao mesmo preço de sempre mas onde só se pode virar 200 vezes à esquerda e depois terá que comprar recargas, ou mesmo um carro novo, impensável? Real. Como todos devemos calcular este procedimentos são claramente contra a a lei, ou seja ilegais, mas curiosamente os criminosos continuamos a ser nós… Tudo isto não se passa somente no mundo da Arte, passa-se também no mundo do Software nomeadamente com as gigantes do mesmo, Seth Godin no seu livro As Mentrias do Marketing diz:

Os seres humanos são capazes de emitir juízos extremamente sofisticados numa fracção de segundos. E assim que chegam a essa conclusão resistem em alterá-la (…)

A computação segura os DRM e todo um conjuntos de coisas bonitas e coloridas são uma autentica fachada coberta por uma publicidade e por conceitos bastante agressivos mas de aspecto saudável, é bom que pensemos o quanto nos estamos ou podemos estar a limitar perante a nossa liberdade, na próxima compra que fazemos. É bom que editoras  pensem que o mundo tem mais cérebros que o seu quadro de pessoal. Reinvente-se o conceito de Pirataria.