Decidi experimentar o novo Fedora 8, a primeira distribuição Linux que instalei na vida foi o Red Hat 5.2, quando ele ainda era bem cinzento e fosco, hoje o cinzento sou eu. Depois disso, nunca mais voltei ao chapeuzinho vermelho, talvez porque o Slackware fosse muito mais a onda do momento, talvez porque o Fluxbox, fosse na altura o meu conceito chave de um bom Desktop…
O novo Fedora está bastante bom, o processo de instalação está muito facilitado e concreto, não existem opções a menos nem a mais, existe tudo aquilo que necessitamos para instalar correctamente o sistema operativo com facilidade. O processo pós instalação foi no meu caso um bom exemplo, sem os drivers proprietários como manda a boa politica da distribuição, tudo ficou a funcionar no sitio certo, desde a resolução ao hardware, estava tudo no sitio.
O yum actua na distribuição como synaptic ou o apt-get, mesmo com o livna (um repositório não oficial e não tão livre), a variedade de aplicações ou recursos que se podem obter lá é comparativamente menor em relação ao equivalente do Ubuntu, por exemplo.
Os mp3 tocam por defeito sem a necessidade de instalar o respectivo codec, mas instalar os restantes não é tarefa assim tão fácil ou directa.
A nível de aplicações o Fedora, vem com um leque bastante atractivo, o que faz da distribuição uma boa solução para ambientes mais profissionais e onde os pormenores além do eye candy contam.
Não é (ainda) a melhor distribuição para quem anda à pouco tempo no mundo do Linux, é uma distribuição forte, com características bem interessantes, que apesar do visual agradável e limpo, terá ainda um bom caminho a percorrer no que toca à fluidez das coisas para o utilizador mais comum, que não vive sobre patentes palermices americanas e que acima de tudo não gosta de dar grandes voltas.