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A desordem dos médicos

O aspecto mesquinho de serem as ordens x y z a determinar a potencialidade dos formados pelos os institutos credenciados para o efeito (perceba-se faculdades e semelhantes), é algo estranho e bastante incompreensível. Com a crise no sector da saúde e com as altas médias de entrada para o respectivo curso, fui bisbilhotar a página da Ordem dos Médicos:

Está a aceder à página oficial da organização a quem o Estado Português delegou a função de velar pela qualidade da Medicina, pelo rigor e exigência da formação dos médicos e, consequentemente, pela defesa do direito dos portugueses a cuidados de saúde de qualidade.

Sinto-me muito mais descansado agora! Pois repare-se ainda na competência destes senhores, em artigo publicado no passado mês de Dezembro no Diário de Noticias:

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, considerou ontem que o problema de falta de médicos em Portugal estará resolvido dentro de uma década, com o aumento de vagas que tem ocorrido nas faculdades de medicina. Segundo Pedro Nunes, as entradas anuais nas faculdades de Medicina aumentaram de 300 para 1300 nos últimos dois anos (…)

Eu diria que há algo desconexo para não dizer criminoso entre as duas citações anteriores. Da minha medalha de incompetentes não livram, já não para falar do jogo das ordens referido em livros como O Economista Disfarçado… a escassez gera riqueza, a quem a controla.